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Die Hard 4.0 - Muito Real!!!

Blogged on July 23, 2007 at 01:36

Die Hard 4.0 - Bruce Willis & Justin Long

Há filmes com categorias muito… próprias! Vou colocar no mesmo “saco” duas sagas: Die Hard e James Bond. Sinceramente, uma das coisas que mais me revolta em algumas análises cinematográficas, seja de leigos ou de supostos (e sublinho o “supostos”!!) comentadores, é falarem em “falta de realismo” na análise a filmes desse “saco”. Sim, porque numa saga como Star Wars o realismo é algo omnipresente… certo? Procurar realismo num filme destes é como procurar um político honesto na Assembleia da República: wrong room!

Fui ver ontem (sábado) à noite o Die Hard 4.0 (que nos EUA tem o curioso título “Live Free or Die Hard”). Gostei do filme! Não vou comentar o realismo da acção (esclarecimento: não o considero realista, okay?:)), mas salientar o facto que os efeitos especiais foram quase todos… reais! Confuso?? Eu explico: numa era digital, os efeitos especiais são quase todos tão reais como… um jogo de computador, onde tudo é digital. Ecrãs verdes, azuis ou às bolinhas, decoram os estúdios de gravação, e os actores já se habituaram a ter diálogos com personagens invísiveis que são depois acrescentadas digitalmente. Já no filme que comento, não há coisas dessas. Lembram-se da cena do túnel? Foram gravadas como estão ali… inclusivamente os carros a voar e o vôo bélico de um deles (”… I was out of bullets!”) é resultado de muitas tentativas, cálculos matemáticos e físicos, experimentação, estudo, etc… Claro que, e por causa disso, os actores recorrem bastante a duplos (espécie em extinção pelas razões que sublinhei acima, do novo processo de criação de efeitos especiais em sofás ou cadeiras relaxantes, com monitores e mesas digitalizadoras, e tudo durante a pós produção!), mas isso não é por “medo” (se bem que em alguns casos, até eu!) mas por intransigências das seguradoras e dos realizadores que preferem pagar a duplos do que arriscar lesionar/perder a estrela do filme.

Mas passando a um comentário mais objectivo, gostei do filme! Um filme é uma forma de entretenimento e isso é coisa que este transmite sem se fazer rogado: boa acção, excelente cumplicidade entre a parelha principal (surpresa esta boa actuação do Justin Long!), Bruce Willis melhor com a idade, e uma mulher muito bonita a embelezar o “palco”. Quem se lembra dos filmes anteriores da saga, lembra-se do tipo de humor de John Mcclane… e isso tá melhor que nunca. Não vou adiantar nada em relação à história, mas enquandrando o filme num ambiente técnico-geek, as saídas de Mcclane, alguém que em Portugal cairía na categoria info-excluído, são muito cómicas!

Bem… chega de comentar. Vão ver o filme, se gostarem do género… Se não gostarem e forem vê-lo, POR FAVOR, não desencoragem outros de ver o filme que eles até podem gostar do género! ;)

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Marabyte said,

July 23, 2007 @ 14:24
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=)
Eu vi o filme e gostei bastante.
Quanto ao realismo do filme… A verdade é que a realidade é chata e toda a gente tá farta da realidade.

Se eu quero realidade não vou ao cinema, ligo a TV e vejo um documentário ou as noticias.

Um filme tem que ter a sua dose de exageros senão é simplesmente.. chato…

Claro que os exageros não podem ser.. exagerados.. (Uma grua que destroi vários andares de um prédio, fazendo um movimento de baixo para cima e várias vezes é abusar um bocado da sorte) tem que haver um certo compromisso entre realidade/ficção.

Num filme como Star Wars, será que nãs queremos realidade? Peguem em qq batalha espacial e cortem o som. � igualmente emocionante como se tivessemos a ouvir os disparos dos lasers ou as explosões no espaço? Na realidade, no espaço o som não se propaga mas em cinema isso seria uma seca.

O próprio Die Hard 4.0, na cena referida em que um helicoptero é abatido com um carro.
É real? Só com muita sorte.
É credivel? Sim.
É fixe? Hell yeah!!!

Só uma nota de clarificação relativamente aos efeitos especiais.
Efeitos Visuais são feitos em pós-produção com auxilio dos computadores, montagens de imagens reais com virtuais, etc..

Efeitos especiais são feitos “on set”, como explosões, carros a desfazerem-se, duplos, etc..

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Levi Figueira said,

July 23, 2007 @ 18:08
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Thanks pela correcção técnica Sr. Engenheiro 3D :p

Como dizes, “realism is boring” (in a movie!). Quando vamos ao cinema acima de tudo procuramos um escape dessa mesma realidade :) E sem dúvida que este filme trás isso mesmo com a sua dose (altíssima!) de adrenalina! :)
Abra�o Hugo

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Camila said,

August 1, 2007 @ 02:32
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Convenceste-me a ver o filme. Gostei da piada politica e quero um estúdio de gravação às bolinhas! (Camila- 9 de Janeiro ;))

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